Linguística e história explicam a diversidade de nomes regionais
A fruta conhecida popularmente como tangerina recebe diferentes nomes no Brasil conforme a região, sendo chamada de mexerica, bergamota ou ponkan, embora todas pertençam ao mesmo grupo botânico dos citros. Especialistas explicam que a diferença está mais ligada à cultura e à linguagem do que à existência de frutas distintas. Dentro do grupo das tangerinas existem variedades com características próprias, como tamanho, espessura da casca e facilidade de descascar.
A ponkan, por exemplo, é maior e tem casca mais grossa e solta, enquanto a mexerica costuma ser menor e mais aromática. No Sul do país, o termo bergamota é amplamente utilizado como regionalismo para tangerina. A pesquisadora Luana Aparecida Castilho Maro, da Epagri, afirma que tangerina é o grupo geral que engloba essas variações. Estudos linguísticos mostram que fatores históricos, migratórios e culturais influenciam a forma como a fruta é nomeada no país.
A origem dos termos também é diversa, com influências do árabe, turco, italiano e japonês. O fenômeno do betacismo e a diversidade regional reforçam as variações de pronúncia e escrita. Assim, a multiplicidade de nomes reflete a dimensão continental e cultural do Brasil.