Região Centro-Oeste, 11 de junho de 2026

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El Niño tem 82% de chance de se formar entre junho e julho, diz agência dos EUA

Aquecimento do Pacífico indica transição climática acelerada
Foto: Canva/ Creative Commoms

Meteorologistas alertam para possível impacto severo no Brasil


As chances de ocorrência do El Niño seguem em forte elevação, segundo atualização da NOAA. O órgão norte-americano estima 82% de probabilidade de o fenômeno se estabelecer entre maio e julho de 2026 e 96% de chance de continuidade durante o inverno do Hemisfério Norte entre 2026 e 2027.

Dados de monitoramento indicam aquecimento persistente das águas do Pacífico equatorial, especialmente nas regiões próximas ao Peru e à Equador, em um cenário de transição do sistema climático global. Atualmente, o ENOS ainda se encontra em fase neutra, mas com sinais consistentes de mudança, com anomalias de temperatura chegando a +0,7°C no Pacífico centro-leste e +1,7°C na região leste.

Segundo a MetSul Meteorologia, esses dados reforçam a consolidação progressiva do aquecimento oceânico e uma virada em relação ao período anterior de influência da La Niña. Meteorologistas avaliam que o fenômeno pode alcançar intensidade entre forte e muito forte no segundo semestre de 2026, com possibilidade de evolução para um “Super El Niño”. Estudos alertam que, caso se confirme esse cenário, os impactos climáticos podem ser significativos no Brasil e em outras regiões do mundo, marcando um dos eventos mais intensos das últimas décadas.

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