Soja, milho, arroz, algodão, feijão e trigo têm cenários distintos
A Companhia Nacional de Abastecimento revisou para cima a estimativa da safra brasileira de grãos 2025/26, que agora deve atingir 358,6 milhões de toneladas, consolidando a perspectiva de novo recorde histórico na produção nacional. O aumento é de 600 mil toneladas em relação ao boletim anterior e representa crescimento de 1,8% frente à safra passada. O avanço é atribuído à ampliação da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, e às condições climáticas favoráveis em grande parte do país.
A soja segue como principal cultura, com produção estimada em 180,3 milhões de toneladas, reforçando o peso do grão na balança agrícola brasileira. O milho total deve alcançar 140,5 milhões de toneladas, apesar de leve queda influenciada pela segunda safra. O algodão apresenta recuo para cerca de 4 milhões de toneladas devido à redução de área semeada. O arroz registra 11,1 milhões de toneladas, com queda de 13,2%, mas com produtividade considerada satisfatória.
O feijão soma aproximadamente 3 milhões de toneladas e deve garantir abastecimento interno adequado. O trigo, principal cultura de inverno, tem previsão de queda de 20%, com 6,3 milhões de toneladas estimadas. Segundo a Conab, mesmo com oscilações entre culturas, o desempenho geral confirma um cenário de safra robusta e de forte impacto para o setor agrícola nacional.