Região Centro-Oeste, 21 de junho de 2026

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Meliponicultura cresce em São Paulo e exige cuidados redobrados com a chegada do frio

Estado de São Paulo atinge a marca de 55 mil colmeias autorizadas; criadores utilizam tecnologia para proteger espécies nativas no outono
Meliponicultura cresce no interior de São Paulo e se destaca pela produção sustentável de abelhas nativas sem ferrão, fundamentais para a polinização e preservação ambiental.

A criação de abelhas sem ferrão tem ganhado cada vez mais espaço no interior de São Paulo, tornando-se uma alternativa promissora de renda para produtores rurais e contribuindo diretamente para a preservação ambiental. Com mais de 55 mil colmeias distribuídas em cerca de 3 mil meliponários autorizados, a atividade vive um período de expansão e valorização no estado.

As espécies nativas brasileiras, como a Jataí e a Mandaçaia, desempenham papel fundamental na polinização de plantas nativas, hortaliças e pomares, contribuindo para o aumento da produtividade agrícola e para a manutenção da biodiversidade. Além da importância ecológica, essas abelhas também despertam interesse econômico pela produção de um mel diferenciado, reconhecido pelo alto valor agregado no mercado.

Cuidados aumentam durante o outono

Com a chegada das temperaturas mais amenas e dos períodos de maior umidade, os meliponicultores precisam intensificar o manejo das colônias. Durante o outono, a redução da oferta natural de flores pode comprometer o desenvolvimento dos enxames, tornando essencial a adoção de medidas preventivas para garantir a sobrevivência das abelhas.

Entre os principais cuidados estão a proteção das caixas contra a umidade excessiva, que favorece o surgimento de fungos, e a oferta de alimentação suplementar para manter as colônias fortalecidas durante os meses mais frios.

Reprodução de colônias movimenta mercado

Na região de Presidente Bernardes, no oeste paulista, alguns criadores têm apostado em um modelo de negócio voltado para a reprodução e comercialização de colônias selecionadas geneticamente. Diferentemente dos meliponários focados na produção de mel, esses empreendimentos concentram seus esforços na multiplicação de enxames de alta qualidade para atender à crescente demanda de novos produtores.

A venda de matrizes tem se mostrado uma alternativa rentável e estratégica para fortalecer a cadeia produtiva da meliponicultura, incentivando a expansão sustentável da atividade em diferentes regiões do país.

Tecnologia impulsiona a atividade

A modernização dos meliponários também vem contribuindo para o desenvolvimento do setor. Sistemas de irrigação automatizados, monitoramento ambiental e o uso de energia solar são algumas das tecnologias adotadas pelos produtores para melhorar o controle das condições internas dos criatórios.

Esses investimentos ajudam a manter a temperatura adequada, reduzem impactos climáticos e aumentam a segurança das colônias, favorecendo a produção e a reprodução das abelhas sem ferrão.

Com benefícios ambientais, potencial econômico e crescente interesse dos produtores rurais, a meliponicultura segue se consolidando como uma atividade sustentável e estratégica para o agronegócio brasileiro.

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