Clones mais resistentes fortalecem lavouras amazônicas
A adoção de cultivares de cacau com maior resistência genética à vassoura-de-bruxa pode elevar a produção da amêndoa em até 32% na Amazônia, segundo estudo publicado na revista Scientific Reports. A pesquisa, conduzida pela Unesp em parceria com a Ceplac, em Rondônia, identificou que os clones EEOP 63 e EEOP 65 apresentaram melhor desempenho mesmo em solos pobres e sob ataque do fungo Moniliophthora perniciosa. Os resultados indicam que o equilíbrio nutricional, com níveis adequados de fósforo, potássio, cálcio e magnésio, fortalece a resistência das plantas e melhora a produtividade.
O estudo também revelou que o excesso de nitrogênio não metabolizado e a deficiência de boro favorecem o avanço da doença. Em regiões amazônicas, onde os solos possuem baixa fertilidade natural devido ao intenso intemperismo, a combinação de clones resistentes e adubação equilibrada reduz a necessidade de fungicidas e fertilizantes, contribuindo para uma produção mais sustentável e eficiente.