Apesar da forte influência nacional, o Sardo Negro praticamente não é criado no Brasil
A raça Sardo Negro foi desenvolvida no México a partir de zebuínos brasileiros, como Gir, Guzerá, Indubrasil e Nelore, importados para atender à demanda por animais adaptados ao clima tropical. Após décadas de seleção genética, a raça foi reconhecida oficialmente em 1978 e passou a se destacar pela dupla aptidão para produção de carne e leite, além da rusticidade, fertilidade, resistência a parasitas e longevidade.
Com pelagem branca e manchas negras marcantes, o Sardo Negro tornou-se importante na pecuária mexicana por reunir desempenho produtivo e adaptação às condições locais. Embora carregue forte influência da genética desenvolvida no Brasil, a raça praticamente não possui criação comercial no país, onde os pecuaristas continuam priorizando raças tradicionais.
O Sardo Negro representa um exemplo do impacto internacional do melhoramento genético brasileiro e de como essa tecnologia contribuiu para formar novas populações bovinas adaptadas às necessidades de outros mercados.