Oferta maior derruba preços da laranja e impulsiona limão
A diferença na oferta entre as regiões produtoras de São Paulo tem provocado movimentos contrários nos preços das frutas cítricas. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a laranja de mesa apresenta queda nas cotações devido ao aumento da disponibilidade, enquanto o limão tahiti registra valorização por causa da menor oferta no período de entressafra.
De acordo com agentes consultados pelo Cepea, as laranjas de meia estação apresentam boa qualidade e estão próximas do período de maior colheita. Porém, o avanço da maturação em algumas regiões produtoras tem reduzido o poder de negociação dos produtores, pressionando os valores pagos pela fruta. Na quinta-feira (16), o indicador Cepea/Esalq apontou a caixa de 40,8 quilos da laranja de mesa em R$ 33,42, acumulando queda de 3,19% em julho.
No mercado do limão tahiti, o cenário é diferente. A oferta reduzida durante a entressafra tem sustentado a alta dos preços, mesmo com a boa qualidade dos frutos disponíveis. Pesquisadores do Cepea destacam que a menor quantidade ofertada tem favorecido os produtores e mantido as cotações elevadas.
Para a safra que começa após setembro, a expectativa é de produção inferior à registrada no ano passado, principalmente nas regiões centro-oeste e norte de São Paulo. O Cepea aponta que as chuvas no início do ano prejudicaram o florescimento das plantas, afetando o potencial produtivo mesmo após medidas adotadas pelos produtores para estimular a brotação.
O mercado de cítricos deve continuar sendo influenciado pela relação entre oferta e demanda nos próximos meses. Enquanto a maior disponibilidade de laranja tende a limitar os preços, a menor produção de limão tahiti pode manter o produto valorizado no mercado nacional.