Medida dos Estados Unidos amplia custos para produtos brasileiros e reduz competitividade
O agronegócio brasileiro deve enfrentar novos impactos nas exportações para os Estados Unidos após a imposição de uma tarifa adicional de 12,5%, que, somada à sobretaxa anterior de 25%, eleva a tributação para 37,5% sobre cerca de um terço dos embarques do setor. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 32,9% das exportações serão atingidas pelas duas tarifas simultaneamente, enquanto outros 12,3% sofrerão apenas a nova cobrança.
A entidade afirma que a medida reduz a competitividade internacional dos produtos brasileiros e contesta a justificativa do governo norte-americano sobre trabalho forçado. A CNA destaca que o Brasil possui um dos mais rigorosos sistemas de combate a essa prática e argumenta que as tarifas penalizam produtores que cumprem a legislação, geram empregos e atuam de forma responsável. Apesar do aumento dos custos, 53% das exportações do agro para os EUA permanecem isentas das novas medidas.
A confederação informou que seguirá participando das discussões com as autoridades americanas e reforçou que o diálogo é o melhor caminho para preservar as relações comerciais entre os dois países.