Região Centro-Oeste, 16 de julho de 2026

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China vai aumentar importações de café brasileiro nos próximos meses

Na semana em que começa o tarifaço americano, China autoriza 183 empresas brasileiras a exportar mais cafés

Os exportadores brasileiros de café ainda estão tentando negociar as tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump, mas, enquanto não há diálogo nem acordo, as associações também tratam de buscar a ampliação de alguns mercados, que podem absorver parte do café que deixará de ser exportado para os Estados Unidos. A China, por exemplo, habilitou, 183 novas empresas brasileiras do setor.

O Brasil, reconhecido como o maior produtor e exportador de café do mundo, está enfrentando desafios no cenário internacional devido à sobretaxa de 40% ao produto – o que impõe, ao final, a taxa de 50%. De um lado, produtores rurais estão preocupados com a próxima safra e os exportadores, mais ainda, já que a abertura de novos mercados não é um processo rápido. Os Estados Unidos é o maior consumidor de café do mundo e somente em 2025, compraram 3,3 mil sacas do café brasileiro.

Nesta semana, quando as tarifas americanas entraram em vigor, a China anunciou que autorizou 183 empresas brasileiras a exportar café para lá, indicando uma abertura significativa no seu mercado para o produto brasileiro. “Nesse sentido, acho que o governo brasileiro tem feito um trabalho importante também junto à Apex Brasil, de aumentar o número de estabelecimentos no mercado chinês habilitados a importar café brasileiro”, destacou o diretor do Conselho Empresarial Brasil-China, Tulio Carrielo.

Carrielo ressaltou que a tomada de decisão representa uma oportunidade muito grande para o setor cafeeiro brasileiro agregar maior valor às exportações em um setor que o Brasil é muito competititivo como o de cafés. Ele ainda destaca a estratégia de valorização do café brasileiro especialmente em um país tradicionalmente conhecido pelo consumo de chás, como a China,. Nos últimos anos, o consumo de café na China dobrou de 3 milhões de sacas para 6 milhões de sacas por ano. 

Em 2023, as importações brasileiras de café para a China aumentaram 275%. Este crescimento impressionante reflete o potencial do mercado chinês, que com mais de um bilhão de habitantes, começa a apreciar um dos maiores tesouros brasileiros. “Os canais estão abertos para o Brasil, que já exporta para a China”, avalia o especialista em mercado agrícola da Stonex, Fernando Maximiliano. “É uma questão estritamente comercial, de fazer as pontes com empresas chinesas”, disse. 

Mas, apesar do mercado chinês ser promissor, ainda não é suficiente para absorver todo o volume de café que era destinado aos Estados Unidos. Isso implica na necessidade de ampliar e diversificar ainda mais os mercados para o café brasileiro, ampliando as vendas para os países da União Europeia, por exemplo, ou encontrar novos mercados. E, equanto o desafio com o tarifaço persiste, os exportadores brasileiros estão adaptando suas estratégias para garantir que o café brasileiro continue sendo uma commodity de sucesso global, explorando novos horizontes e consolidando a presença em mercados já estabelecidos.

Fonte: Agroband

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