Região Centro-Oeste, 8 de junho de 2026

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Preço do feijão recua com avanço da colheita e maior cautela dos compradores

Foto: Divulgação

Brasil registra maior volume de importação de feijão desde 2020

O preço do feijão iniciou junho em queda nos principais mercados acompanhados pelo Cepea, após fortes altas registradas em maio, com o avanço da colheita da segunda safra e a postura mais cautelosa dos compradores pressionando as cotações. No noroeste de Minas Gerais, o feijão-carioca de qualidade superior foi cotado a R$ 428,33 a saca de 60 quilos, recuo de 5,51% na primeira semana do mês. No sul do Paraná, o feijão-preto apresentou queda ainda mais acentuada, de 9,27%, sendo negociado a R$ 221,36 a saca.

A retração também foi influenciada pela menor qualidade de parte dos lotes colhidos em áreas afetadas por geadas. Apesar do movimento recente de baixa, o setor ainda acumula valorização ao longo de 2026. Esse cenário é sustentado pela redução da área cultivada e pela oferta limitada de grãos de melhor padrão. No mercado externo, as importações brasileiras somaram 5,28 mil toneladas em maio, o maior volume desde 2020.

O número é seis vezes superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, com predominância de feijão preto e branco vindo da Argentina. Já as exportações totalizaram 12,09 mil toneladas, registrando queda em relação ao ano anterior. A Índia segue como principal destino dos embarques brasileiros.

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