Região Centro-Oeste, 2 de julho de 2026

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Preços do arroz sobem em junho, mas rentabilidade segue pressionada

Alta nas cotações não compensa custos e mantém crise no setor
Foto: Ilustrativa

Mercado do arroz reage, mas produtores enfrentam crise de margens

Os preços do arroz em casca subiram em junho impulsionados pela restrição de oferta no Rio Grande do Sul e pela demanda firme da indústria, em um cenário também influenciado pelo aumento do interesse do mercado externo. O movimento garantiu sustentação às cotações ao longo do mês, levando o indicador Cepea/Irga-RS a registrar R$ 60,23 a saca de 50 quilos na terça-feira (30), com alta acumulada de 1,28%.

Apesar da valorização, o avanço não foi suficiente para recompor a rentabilidade dos produtores, já que os preços seguem abaixo do necessário para cobrir os custos de produção. Com isso, o setor continua enfrentando pressão financeira e dificuldades de equilíbrio econômico nas propriedades, o que mantém elevada a preocupação com o endividamento no campo.

Diante desse cenário, cresce a cobrança por medidas de renegociação das dívidas e por maior acesso ao crédito rural na próxima safra. O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirma que a definição do Projeto de Lei nº 5.122/2023 será decisiva para garantir a permanência dos produtores no sistema de financiamento. Segundo ele, sem solução para o endividamento, parte dos arrozeiros pode ficar fora do Plano Safra. O setor aguarda decisões do governo e do Congresso que possam restabelecer o equilíbrio econômico da atividade.

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