Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Cesta de lácteos registra alta após meses de queda

O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano apontou alta de 1,15% na cesta de derivados em janeiro de 2026, em Goiás, com avanço do creme a granel, leite UHT e muçarela, segundo dados do IMB.

O mercado lácteo goiano iniciou 2026 com variação positiva nos preços médios da cesta de derivados comercializados no atacado. De acordo com o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano – Janeiro/2026, elaborado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), o índice geral apresentou alta de 1,15% em relação a dezembro.

O levantamento tem como base metodologia definida pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás e utiliza dados do MilkPoint Mercado. No período analisado, o comportamento foi heterogêneo entre os produtos acompanhados, com elevação em alguns itens e recuo em outros.

Entre os derivados que registraram aumento de preços, o destaque foi o creme a granel, com variação de 9,16%, passando de R$ 19,05/kg em dezembro para R$ 20,80/kg em janeiro. O leite UHT integral avançou 2,71%, saindo de R$ 3,07/litro para R$ 3,15/litro. Já o queijo muçarela teve alta de 1,01%, com preço médio passando de R$ 23,94/kg para R$ 24,18/kg.

Por outro lado, o leite em pó integral apresentou recuo de 0,35%, passando de R$ 23,18/kg para R$ 23,09/kg. O leite condensado registrou queda de 1,67%, com preço médio de R$ 10,74/kg em dezembro para R$ 10,56/kg em janeiro. O boletim informa que os valores do leite condensado referem-se aos meses de novembro e dezembro, devido à periodicidade mensal de divulgação da pesquisa.

Na composição do índice, os produtos possuem pesos distintos: leite UHT integral (20%), leite em pó integral (23%), queijo muçarela (37%), leite condensado (14%) e creme a granel (6%). A ponderação dessas variações resultou na alta de 1,15% da cesta em janeiro.

Os gráficos apresentados no boletim indicam que, nos últimos 12 meses, o índice vinha acumulando retrações sucessivas até dezembro de 2025, quando registrou variação negativa de 5,49%. Em janeiro de 2026, houve inversão do movimento, com retorno ao campo positivo.

Na variação acumulada em 12 meses, o índice apresentou recuo de 22,6% até janeiro de 2026, conforme série histórica divulgada pelo IMB. O comportamento demonstra um período de ajustes no mercado de derivados lácteos no estado, com impacto direto na formação de preços no atacado.

O boletim integra iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria-Geral de Governo, em parceria com entidades do setor, como FAEG e Sindileite, e busca oferecer referência técnica para produtores, indústrias e demais agentes da cadeia láctea.

Fonte: Agro&Prosa

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