CRMV apura denúncia sobre morte de cão em clínica
A morte do poodle Azeitona, de 10 anos, durante uma internação em uma clínica veterinária de Campo Grande, levou os tutores a denunciarem suposta negligência no atendimento prestado ao animal. Segundo a família, o cão foi levado à unidade para a realização de exames e acompanhamento médico após apresentar sintomas que exigiam investigação clínica mais detalhada. Durante a internação, os tutores afirmam que o estado de saúde do animal se agravou sem que houvesse monitoramento adequado ou estrutura compatível com a gravidade do caso. Na madrugada de 21 de agosto de 2025, a família recebeu a informação de que Azeitona havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e sido reanimado.
Ainda conforme os relatos, a clínica informou que não possuía UTI nem recursos suficientes para manter o atendimento emergencial, orientando a transferência para outra unidade especializada. Ao chegarem ao local, os tutores afirmam ter encontrado o cão em estado crítico e alegam que a remoção foi retardada por procedimentos administrativos. Segundo a denúncia, Azeitona permaneceu agonizando por cerca de 40 minutos enquanto aguardavam a liberação para transferência, vindo a morrer ainda dentro da clínica. A família também relata dificuldades para obter documentos relacionados ao atendimento, incluindo o atestado de óbito, além de questionar a ausência de gravações das câmeras de segurança durante o período da internação.
Diante das circunstâncias, os tutores formalizaram representação junto ao CRMV-MS, que abriu um Processo Ético-Profissional para apurar a atuação da médica veterinária responsável técnica e da clínica. Entre os pontos investigados estão a estrutura oferecida para emergências, a demora na transferência do animal, a documentação do caso e a atuação dos profissionais envolvidos.
O processo segue em tramitação e ainda não possui decisão final. Procurada pela reportagem, a clínica citada não se manifestou até a publicação da matéria.