Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

O Portal de Notícias do Agronegócio

Brasil importou menos leite em fevereiro de 2026

Queda foi de 16% em relação ao mesmo período de 2025

Com a turbulência disgramada que tá sendo provocada no mundo inteiro por esta guerra lá no médio oriente que, assim como todas as outras, é mais um retrato da insanidade que tá sempre querendo tomar conta da humanidade, a gente ainda não tinha tido tempo de dar sabedência aos companheiros e companheiras fazendeiros do que aconteceu na balança comercial do leite e dos seus derivados no mês passado. Pois então, o que tem pra ser contado é que as importações da indústria laticinista e dos distribuidores atacadistas brasileiros somaram o equivalente a 176,4 milhões de litros, o que representou um ligeiro aumento de 1,7% em relação a janeiro deste ano presente, mas um forte despencamento de 16% pareando com o período correspondente do 2025.

Esta substanciosa redução na comparação anual já é resultado da reação dos preços em geral nos principais países fornecedores do mercado internacional, incluindo a Argentina e o Uruguai, que é de onde vem praticamente 100% dos produtos de laticínios importados pelo brasil. Aí, juntando isso com o assombroso afundamento do valor pago ao produtor aqui no nosso próprio terreiro, no caso de vários produtos comprar lá fora agora já não tá mais sendo vantajoso. Já na outra mão de direção desta mesma estrada e no mesmo período considerado, as exportações da indústria brasileira em fevereiro ficaram na quase insignificância de 5,1 milhões litros, mas com um significativo aumento de 27,4% sobre janeiro, porém com um dolorido tombo de 15% em relação a fevereiro do ano passado.

Fazendo então uma subtração simples, o resultado é que a balança comercial do setor leiteiro brasileiro apresentou um buraco de 171,3 milhões litros, que é muito grande mas assim mesmo é 16% menor do que tinha sido no segundo mês do 2025. Apertando agora a vista pra enxergar o que é que a gente vai ter pela frente, a previsão dos especialistas é de que o interesse na importação vai continuar diminuindo, mas pode ser que esta redução agora seja numa toada mais compassada. O caso é que, primeiramente, o preço pago ao produtor brasileiro enfim tá subindo e o carretão deve continuar indo nesta direção e, segundamente, a fraqueza do dólar em relação ao real compensa em parte a diferença de preço, beneficiando o exportador estrangeiro, que continua deitando e rolando no nosso terreiro.

Fonte: Terra Viva

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.