Um vídeo gravado nas águas de Perdilândia, em Minas Gerais, está chamando atenção de pescadores esportivos de todo o Brasil. O pescador Felipe Souza registrou a captura de um tucunaré azul (Cichla piquiti) com mais de 60 centímetros de comprimento, tamanho que coloca o exemplar entre os maiores já documentados da espécie na região.
O tucunaré azul é uma das espécies mais cobiçadas na pesca esportiva. Originário da Bacia do Araguaia-Tocantins, esse peixe predador se espalhou por diversas represas brasileiras, tornando-se um verdadeiro desafio para pescadores esportivos.
A captura de Felipe impressiona não apenas pelo tamanho. O tucunaré azul se destaca pela coloração marcante, com tons azulados que cobrem grande parte do corpo, especialmente nas nadadeiras, contrastando com listras verticais escuras e manchas amareladas. Essa coloração é mais pronunciada nos adultos, especialmente durante a época de reprodução.
A cor azul metálica do tucunaré azul brilha intensamente sob o sol, e nas imagens gravadas em Perdilândia, o efeito é inconfundível.
Tamanho raro, briga memorável
O tucunaré azul pode atingir mais de 60 cm de comprimento e pesar acima de 5 kg. É extremamente territorialista e ataca qualquer isca que invada seu espaço. O exemplar de Felipe se enquadra na faixa superior desse intervalo, o que o torna um troféu fora do comum.
Capturar o tucunaré azul não é simples. Ele exibe um comportamento peculiar: é astuto e arisco, o que exige estratégias específicas e o uso de iscas artificiais que imitam o movimento de outros peixes.
Minas Gerais como destino de pesca esportiva
A captura em Perdilândia não é por acaso. A Represa de Três Marias, localizada em Minas Gerais, é um dos pontos mais tradicionais para a pesca do tucunaré azul no estado, com melhores épocas entre setembro e março. A região sul mineira integra esse corredor de represas e rios que concentra bons exemplares da espécie.

O turismo de pesca fortalece o desenvolvimento econômico nas regiões onde ocorre a pesca esportiva do tucunaré azul, gerando empregos e incentivando setores como hospedagem, transporte e alimentação.
Pesque e solte: a regra do troféu
A pesca esportiva do tucunaré associa-se amplamente ao “pesque e solte”, prática que favorece a sustentabilidade, estimula a reprodução de grandes exemplares e mantém a população do peixe em equilíbrio nos ambientes em que vive.
Após o registro em vídeo, o exemplar capturado por Felipe Souza foi devolvido à água, como manda a ética da pesca esportiva responsável. O tucunaré azul de Perdilândia segue livre. O vídeo, no entanto, já circula entre comunidades de pescadores como prova de que Minas Gerais guarda surpresas à altura dos melhores destinos do país.
Fonte: Agro em Campo