Demanda fraca e oferta elevada pressionam cotações
O mercado suinícola brasileiro acumula a terceira semana consecutiva de queda nos preços do suíno vivo e da carne, segundo o Cepea, em meio a um cenário de demanda doméstica enfraquecida e maior oferta de animais no mercado. As retrações mais intensas são observadas nas regiões do Sul do país, que lideram o movimento de desvalorização nas praças acompanhadas.
Em Santa Catarina, o indicador Cepea/Esalq apontou nesta quarta-feira (22) cotação de R$ 5,11 para o suíno vivo, com forte pressão sobre os preços. O recuo acumulado no estado já chega a 17,05% apenas no mês de abril, refletindo o excesso de oferta e o consumo mais contido.
O valor registrado é o menor nominal desde abril de 2022, marcando um dos níveis mais baixos do setor nos últimos quatro anos. A tendência de queda também atinge os cortes da carne suína no mercado interno, acompanhando o enfraquecimento da demanda. Especialistas apontam que o equilíbrio do setor depende da retomada do consumo e de ajustes na produção para conter novas desvalorizações.