Contato com animais reforça vínculos sociais e sensoriais
No Dia Nacional do Boi, celebrado em 24 de abril, uma história registrada em Senador Guiomard, no Acre, destaca o papel dos animais além da pecuária tradicional e mostra como o convívio com bois tem contribuído para a inclusão de uma criança com transtorno do espectro autista. O menino José Armando, filho de um casal que atua em uma companhia de rodeio, cresceu em meio ao ambiente rural e encontrou na rotina com os animais uma forma de estímulo ao seu desenvolvimento.
Segundo a família, o contato diário com os bois tem favorecido sua comunicação, atenção e interação social, tornando-se parte importante do seu processo de evolução. A criança participa das atividades de manejo, alimentação e convivência com os animais, demonstrando interesse e iniciativa no dia a dia.
Entre os bois com os quais mantém maior vínculo estão “Reza a Lenda” e “Nevada”, que fazem parte de sua rotina afetiva. A mãe relata que o envolvimento do filho com os animais funciona como um complemento terapêutico, embora não substitua o acompanhamento clínico especializado. O pai ressalta a importância de respeitar limites e priorizar a segurança no contato entre crianças e animais no ambiente rural.
A experiência vivida pela família evidencia como práticas simples do campo podem gerar impactos significativos no desenvolvimento infantil. O caso também chama atenção para o potencial de iniciativas no meio rural como ferramentas de inclusão social. No contexto do Dia do Boi, a história reforça a relevância cultural, econômica e social dos animais no Brasil.
