Uso terapêutico da substância ainda está em análise
A Portaria SDA/MAPA 1.617, publicada em abril, proibiu o uso da virginiamicina como melhorador de desempenho na alimentação animal no Brasil, em medida alinhada a padrões internacionais e às exigências de mercados importadores. A decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária estabelece um período de transição de 180 dias, permitindo o uso de estoques existentes até 23 de outubro de 2026. Durante esse prazo, os produtos ainda poderão ser comercializados e utilizados na fabricação de rações, concentrados e núcleos destinados à nutrição animal.
A substância, amplamente empregada em sistemas intensivos de aves, suínos e ruminantes, vinha sendo usada para controle microbiológico e ganho produtivo. Com a mudança, o setor deverá reformular protocolos nutricionais e estratégias produtivas para atender às novas regras. Empresas do segmento afirmam que o processo ocorre em diálogo com o governo e entidades do setor. A expectativa é de adaptação gradual diante das exigências sanitárias globais e do avanço do debate sobre resistência antimicrobiana.