Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Frescal de São Joaquim recebe Indicação Geográfica do INPI

Técnica de preparo preserva características únicas da carne salgada
Foto: Prefeitura de São Joaquim/Divulgação

Produto é resultado da tradição pecuária do Planalto Catarinense

O frescal de São Joaquim, em Santa Catarina, recebeu oficialmente a Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento publicado na Revista da Propriedade Industrial nesta terça-feira (19/5), consolidando a importância do produto no cenário nacional. A tradição do frescal está ligada à história da pecuária no Planalto Catarinense, quando tropeiros que conduziam gado pelo Sul do país utilizavam a região como ponto de descanso e conservação da carne, dando origem à prática de salga para preservação durante longas viagens. Com o passar do tempo, a técnica foi adaptada pelas famílias locais e evoluiu para o frescal como é conhecido hoje, com características próprias que o diferenciam de outros tipos de carne salgada.

A notoriedade do produto também está associada às condições naturais da Serra Catarinense, com clima frio e pastagens de altitude que influenciam diretamente na maciez e no sabor da carne. O processo de produção mantém traços artesanais, com salga e cura em ambientes controlados ou ao ar livre, sem exposição direta ao sol e com maturação curta de até 48 horas. O frescal de São Joaquim já havia recebido o Selo Arte e também foi declarado patrimônio cultural de Santa Catarina, reforçando sua relevância histórica e econômica. O reconhecimento como Indicação Geográfica amplia a valorização do produto e fortalece sua identidade regional no mercado nacional.

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