Legislação europeia não reconhece oficialmente a bebida como vinho
O vinho azul vem chamando atenção no mercado internacional por sua coloração vibrante e proposta inovadora que rompe padrões tradicionais da vinicultura. Criada em 2015 pela empresa espanhola Gïk, a bebida mistura uvas brancas e tintas com pigmentos naturais e corantes alimentícios para alcançar tons entre azul royal e turquesa. Com sabor adocicado e perfil frutado, o produto atrai principalmente consumidores jovens e curiosos por novidades.
Apesar do sucesso comercial, o vinho azul enfrenta resistência de produtores tradicionais e órgãos reguladores da Europa. A legislação da União Europeia determina que bebidas com adição de corantes e adoçantes não podem ser classificadas oficialmente como vinho. Após pressão da Associação Espanhola do Vinho, a Gïk passou a vender o produto como bebida alcoólica aromatizada à base de vinho. Mesmo com a polêmica, marcas da França, Chile e Estados Unidos já aderiram à tendência e ampliam a presença da bebida no mercado global.
