Laboratório simula ilhas brasileiras e amplia segurança genética das serpentes
A Operação Arca de Noé, do Instituto Butantan, vem desenvolvendo um programa de conservação ex situ para preservar cinco espécies de jararacas endêmicas de ilhas brasileiras ameaçadas de extinção. Inspirado na ideia de proteção da biodiversidade, o projeto mantém serpentes em ambiente controlado para garantir segurança genética e possibilidade de reintrodução futura na natureza. Desde 2023, expedições coletam dados e indivíduos em ilhas do litoral paulista e do Espírito Santo, com apoio de órgãos ambientais.
Em 2026, o programa registrou um nascimento inédito de filhotes de Bothrops sazimai em laboratório, após cópulas monitoradas por câmeras e exames laboratoriais. Os animais são acompanhados com exames e simulações de habitat em terrários que reproduzem condições climáticas das ilhas de origem. O Butantan também iniciou a formação de bancos de dados genéticos e estudos reprodutivos para ampliar o controle populacional das espécies. A iniciativa é considerada um avanço na preservação de serpentes insulares raras e na redução do risco de extinção causado por desequilíbrios ambientais.