Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Senado aprova uso do Pré-Sal para renegociar dívidas de produtores rurais

O endividamento do setor rural aumentou três vezes no último ano

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (27), o projeto de lei que estabelece uma linha de financiamento destinada à renegociação de dívidas de produtores rurais prejudicados por eventos climáticos adversosO PL 5.122/2023, que utiliza recursos do Fundo Social do Pré-Sal, segue agora para votação em regime de urgência no Plenário do Senado.

De autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE) e relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o projeto foca em produtores e cooperativas que registraram perdas em ao menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% na renda agropecuária esperada.

Abrangência e Medidas de Alívio

O parecer aprovado amplia o leque de débitos que podem ser renegociados, incluindo:

  • Operações de crédito rural;
  • Cédulas de Produto Rural (CPR);
  • Dívidas com cooperativas e fornecedores de insumos.

Além do financiamento, o texto prevê a suspensão temporária de cobranças administrativas e judiciais e a possibilidade de estender prazos de pagamento em casos excepcionais.

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (27), o projeto de lei que estabelece uma linha de financiamento destinada à renegociação de dívidas de produtores rurais prejudicados por eventos climáticos adversosO PL 5.122/2023, que utiliza recursos do Fundo Social do Pré-Sal, segue agora para votação em regime de urgência no Plenário do Senado.

De autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE) e relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o projeto foca em produtores e cooperativas que registraram perdas em ao menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% na renda agropecuária esperada.

Abrangência e Medidas de Alívio

O parecer aprovado amplia o leque de débitos que podem ser renegociados, incluindo:

  • Operações de crédito rural;
  • Cédulas de Produto Rural (CPR);
  • Dívidas com cooperativas e fornecedores de insumos.

Além do financiamento, o texto prevê a suspensão temporária de cobranças administrativas e judiciais e a possibilidade de estender prazos de pagamento em casos excepcionais.

Impasse com o Ministério da Fazenda

Apesar da aprovação, o clima na comissão foi marcado pela falta de um consenso integral com o governo federal. O relator, Renan Calheiros, mencionou que diversas reuniões foram realizadas com o Ministério da Fazenda, mas que o texto final ainda apresenta discrepâncias em relação ao que a equipe econômica sugeriu. “Lamentavelmente tivemos muitas discrepâncias no texto que recebemos como referência do ministério. O processo legislativo continua e a matéria será apreciada pelo Plenário”, afirmou Calheiros.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também lamentou a ausência de um acordo definitivo, pontuando que, embora o parecer absorva sugestões, ainda mantém pontos de contradição com a pasta da Fazenda.

Corrida contra o tempo

A urgência na tramitação é reforçada pelo calendário agrícola. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou que parcelas expressivas do Plano Safra vencem a partir desta quinta-feira (28).

“Estão todos muito preocupados porque têm que pagar”, alertou a senadora, ressaltando que o texto incorporou melhorias no enquadramento dos produtores e o uso do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) para facilitar o crédito.

Caso seja aprovado no Plenário do Senado, o projeto deverá retornar à Câmara dos Deputados para análise das alterações feitas pelos senadores antes de seguir para sanção presidencial.

Com informações da Agência Senado/Agroband

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