Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Trump reduz tarifas e cria exceções para aliados em aço e alumínio

Brasil fica fora das exceções e acompanha efeitos políticos da decisão de Washington
Foto: Mario Tama/AFP

Tarifas sobre máquinas industriais terão teto de 15% para países contemplados

A Casa Branca anunciou ajustes no regime tarifário da Seção 232, reduzindo o impacto de tarifas sobre cobre, aço e alumínio para aliados comerciais dos Estados Unidos. A medida assinada pelo presidente Donald Trump beneficia países como Argentina, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Suíça, Liechtenstein, Equador, El Salvador, Guatemala e membros da União Europeia. Segundo o governo americano, equipamentos industriais móveis como escavadeiras, empilhadeiras e guindastes continuam sujeitos a tarifa adicional de 25%, mas para os países contemplados a alíquota efetiva fica limitada a 15%.

Canadá e México terão regras específicas dentro do acordo USMCA, com cobrança aplicada apenas sobre o conteúdo não produzido nos Estados Unidos. O decreto estabelece que a medida é temporária e entra em vigor em 8 de junho, com validade até 31 de dezembro de 2027. Após esse período, as regras anteriores voltam a ser aplicadas, salvo nova decisão da Casa Branca. A norma também reduz de 95% para 85% o percentual mínimo de conteúdo americano exigido para que produtos sejam considerados fabricados integralmente nos Estados Unidos.

O governo afirma que o objetivo é equilibrar proteção à indústria nacional e demandas de setores que dependem de máquinas e insumos industriais. Diplomatas avaliam que a decisão tem forte componente político em meio às tensões comerciais recentes.

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