Expansão urbana e sedimentos agravam cenário do rio paulista
O relatório da Fundação SOS Mata Atlântica aponta que a mancha de poluição no Rio Tietê aumentou 40% em um ano, passando de 85 para 122 quilômetros na área monitorada. O levantamento integra o projeto Observando os Rios e foi realizado entre setembro de 2021 e agosto de 2022 em parceria com equipes técnicas e voluntários. O estudo avaliou 576 quilômetros do rio em diferentes trechos do estado de São Paulo, desde a nascente até regiões do interior. Os dados indicam ainda que a extensão de água considerada de boa qualidade caiu de 124 para 60 quilômetros no mesmo período. A análise identificou predominância de trechos com qualidade regular, além de áreas classificadas como ruins e péssimas. Desde 2010 não há registro de água classificada como ótima no sistema monitorado.
Segundo a SOS Mata Atlântica, a piora está associada ao deslocamento de sedimentos contaminados acumulados no reservatório de Pirapora do Bom Jesus, além do avanço da urbanização ao longo da bacia. A entidade aponta que esses sedimentos concentram resíduos de esgoto, lixo e substâncias químicas provenientes de diferentes fontes de poluição. Em nota, o governo de São Paulo destacou investimentos em saneamento e afirmou que houve redução da mancha de poluição em comparação a 2019. A gestão estadual também informou novos projetos e financiamentos voltados à recuperação do Rio Tietê.