Debêntures e marcos regulatórios fortalecem segurança jurídica para o setor
O Plano de Transformação Ecológica alcançou a marca de mais de R$ 500 bilhões mobilizados até 2025, combinando recursos públicos e capital privado para impulsionar o financiamento sustentável no Brasil, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (3). O governo afirma que a estratégia consolida uma nova base de crescimento econômico voltada à inovação, sustentabilidade e justiça social, com destaque para a ampliação de instrumentos financeiros verdes.
Entre os principais avanços está a emissão de títulos verdes, que somaram US$ 5,5 bilhões e reforçaram o Fundo Clima, gerido pelo BNDES, ampliando em 316 vezes sua capacidade desde 2020. Atualmente, o fundo dispõe de R$ 27 bilhões para projetos de transição energética, infraestrutura verde e adaptação climática. Também foram destinados R$ 30,7 bilhões a fundos de ciência, tecnologia e inovação, voltados a projetos de alto risco tecnológico. No campo dos investimentos privados, o Eco Invest mobilizou R$ 140 bilhões em quatro leilões, enquanto debêntures incentivadas alcançaram R$ 396 bilhões entre 2023 e 2026.
A Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos já articula 22 projetos com potencial de US$ 26 bilhões. O governo também destaca avanços regulatórios como o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões e a Taxonomia Sustentável. Segundo o Ministério da Fazenda, essas medidas ampliam a segurança jurídica e fortalecem a confiança dos investidores no país.