Casos da praga aumentam e preocupam pecuária americana
O avanço da mosca-varejeira-do-novo-mundo voltou a acender o alerta sanitário nos Estados Unidos. Em menos de dois meses após o primeiro caso registrado em bovinos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou 41 infecções em animais domésticos. Os registros envolvem 21 bovinos, 13 ovinos, quatro caprinos e três cães.
Desse total, nove ocorrências permanecem ativas, enquanto 32 já foram classificadas como inativas após tratamento ou recuperação dos animais. A maior concentração dos casos está no sul do Texas, com apenas um foco confirmado no estado do Novo México. O caso mais recente foi identificado em uma ovelha no Texas, em 18 de julho.
A mosca-varejeira é considerada uma das pragas mais perigosas para a pecuária, pois deposita ovos em feridas abertas e suas larvas se alimentam de tecido vivo, provocando lesões profundas. O avanço da espécie representa um novo desafio para os produtores americanos, que já enfrentam escassez de rebanhos e preços elevados da carne bovina.
Para conter a disseminação da praga, o USDA ampliou o programa de controle biológico com a liberação de moscas estéreis em unidades instaladas no México e no Texas. Apesar do aumento dos casos, o governo americano afirma que não há risco para a segurança alimentar e que a ameaça à população e aos animais permanece considerada muito baixa.