Quem anda hoje pelo bairro Tarumã, em Curitiba, entre prédios, um autódromo e o maior shopping center da capital paranaense, pode ter dificuldade em imaginar riachos, campos abertos e áreas alagadas. Mas, nos anos 1960, a área abrigou uma biodiversidade desconhecida. Em um estudo apoiado pela FAPESP, pesquisadores descreveram uma espécie de rã-foguete que viveu naquela área e que, apesar de nova para a ciência, provavelmente está extinta na natureza.
No estudo publicado na revista Zootaxa, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Smithsonian Institution, nos Estados Unidos, descreveram a nova espécie, nomeada como Dryadobates erythropus, a partir de um único exemplar coletado pela herpetóloga norte-americana Doris M. Cochran (1898-1968) em 1963, durante visita ao Brasil com a entomóloga Doris H. Blake (1892-1978).
O único exemplar conhecido do sapinho, bastante ressecado, está depositado no acervo do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution (NMNH-SI), em Washington, nos Estados Unidos, onde Cochran trabalhou por quase 50 anos.
O pesquisador assina o trabalho com Paulo Durães Pereira Pinheiro, atualmente pesquisador no NMNH-SI, que teve bolsa de pós-doutorado da FAPESP até 2023.
Fonte: Agro em Campo