Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

O Portal de Notícias do Agronegócio

Tarifaço de Trump: fim da taxação de 40% nos EUA deve normalizar exportações de café e carne em MS

Em julho, frigoríficos de MS suspenderam o envio de carne aos Estados Unidos. Para a FAMASUL o fim da taxação deve aliviar a pressão sobre o setor.

Os produtores de Mato Grosso do Sul devem sentir alívio imediato nas exportações após os Estados Unidos (EUA) anunciarem, nesta quinta-feira (20), a retirada da tarifa de 40% sobre alguns produtos brasileiros, como carne e café.

O anúncio foi feito pela Casa Branca e resulta de negociação entre os dois governos. A isenção vale para mercadorias que entraram no mercado norte-americano a partir de 13 de novembro.

No primeiro semestre de 2025, os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações sul-mato-grossenses, atrás apenas da China. Com o aumento das tarifas no segundo semestre, produtores do estado buscaram rotas alternativas para evitar perdas.

O setor de carnes redirecionou parte do volume para o México, que posteriormente reenviava a carga aos EUA. Já o café enfrentou mais dificuldade, mesmo com parte da produção passando pela Colômbia antes de seguir para o mercado norte-americano.

Em julho, os frigoríficos de Mato Grosso do Sul suspenderam a produção destinada aos EUA. Segundo o vice-presidente do sindicato, Alberto Sérgio Capucci, a paralisação foi uma medida logística para evitar o acúmulo de estoques que não seriam comercializados.

Com a retirada da taxação, a expectativa é que as vendas externas retomem o ritmo habitual. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertone, afirma que a decisão foi bem recebida pelos produtores.

“Com essa livre taxação, melhorou muito para nós produtores, principalmente porque o diálogo prevalece”, disse.

Segundo Bertone, o impacto sobre a carne foi menor devido às alternativas adotadas, enquanto o café foi mais afetado. Ele afirma ainda que a pressão inflacionária sobre alimentos nos Estados Unidos contribuiu para a revisão da política comercial.

Com o acordo, o setor produtivo do estado espera recuperar competitividade e retomar o crescimento das exportações aos EUA.

Fonte: G1

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.