Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

O Portal de Notícias do Agronegócio

Passageira chinesa é flagrada com 48 kg de barbatanas de tubarão em Guarulhos

Fiscalização conjunta do Ibama e Receita Federal impede tráfico de produtos da fauna marinha
Foto: divulgação/Ibama

Na semana passada o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi cenário de uma operação que barrou o que poderia ser mais um capítulo no tráfico internacional de animais silvestres. Agentes do Ibama e da Receita Federal identificaram quatro malas suspeitas. E o conteúdo delas chamou atenção: aproximadamente 48 kg de barbatanas de tubarão, todas secas e desidratadas, prontas pra cruzar o oceano.

Foto: divulgação/Ibama

A dona das bagagens? Uma cidadã chinesa que mora legalmente no Brasil e estava prestes a embarcar rumo à Hong Kong. Quando os fiscais abriram as malas, encontraram apenas sacos plásticos, cada um com cerca de 1 kg de barbatanas. Nada de roupas, nada de disfarce. Era tudo barbatana mesmo.

O que torna essas barbatanas tão valiosas?

Pode parecer estranho, mas barbatanas de tubarão movimentam fortunas no mercado asiático. Elas são usadas tanto na culinária, com a famosa sopa de barbatana, quanto na medicina tradicional. O problema é que a demanda alta coloca diversas espécies de tubarões em risco, e o Brasil não permite esse tipo de comercialização sem as devidas autorizações ambientais.

A operação, batizada de Operação Hermes, mira exatamente esse tipo de crime: o transporte ilegal de produtos da fauna e flora brasileiras. No mesmo dia e no mesmo local, a equipe do Ibama apreendeu outros 14 kg de barbatanas e cerca de 70 kg de carcaças de celulares,outro produto irregular que também rende multa.

Multas pesadas e destino incerto

No total, as infrações identificadas resultaram em autos que somam R$ 84,7 mil. As barbatanas apreendidas não vão pro lixo de qualquer jeito: antes da destruição, especialistas vão coletar fragmentos pra identificar quais espécies estavam sendo traficadas. Essas informações são cruciais pra entender melhor as rotas do tráfico e reforçar a fiscalização.

O Ibama deixa claro que ações como essa fazem parte de um compromisso maior com a proteção da biodiversidade brasileira. Afinal, cada apreensão é um passo a mais no combate ao tráfico internacional e na preservação de espécies que já sofrem com a pesca predatória.

Fonte: Agro em Campo

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.