Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Novo recorde: exportações de carne suína crescem 11,6% em 2025

Com dezembro aquecido e novos mercados em destaque, as exportações brasileiras de carne suína cresceram em 2025 e colocaram o país entre os maiores exportadores do mundo.
As exportações brasileiras de carne suína fecharam 2025 com crescimento expressivo e novo recorde histórico. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques somaram 1,510 milhão de toneladas ao longo do ano.

O volume representa alta de 11,6% em relação a 2024, quando o Brasil exportou 1,352 milhão de toneladas.
Com esse resultado, o Brasil deve superar o Canadá e assumir o terceiro lugar entre os maiores exportadores globais.

Dezembro forte

O desempenho anual teve forte influência do avanço registrado em dezembro, último mês do ano. No período, os embarques atingiram 137,8 mil toneladas, crescimento de 25,8% sobre dezembro de 2024.
No mesmo mês do ano anterior, o setor havia exportado 109,5 mil toneladas.

Balanço de 2025

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram US$ 3,619 bilhões em 2025. O valor representa avanço de 19,3% frente a 2024, quando o faturamento somou US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita totalizou US$ 324,5 milhões, alta de 25,6% na comparação anual. Em dezembro de 2024, o faturamento havia sido de US$ 258,4 milhões.

Principais destinos

As Filipinas lideraram as importações de carne suína brasileira em 2025. O país comprou 392,9 mil toneladas, volume 54,5% maior que o registrado em 2024.

Na sequência, a China importou 159,2 mil toneladas, queda de 33,9% no comparativo anual.
O Chile apareceu em terceiro lugar, com 118,6 mil toneladas, avanço de 4,9%.

O Japão ocupou a quarta posição, ao importar 114,4 mil toneladas, crescimento de 22,4%. Já Hong Kong ficou em quinto lugar, com 110,9 mil toneladas, alta de 3,7%.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, houve mudança relevante no perfil dos destinos. De acordo com ele, as Filipinas se consolidaram como principal mercado da carne suína brasileira. Além disso, mercados como Japão e Chile ganharam protagonismo entre os principais importadores.

Para Santin, a diversificação reduz riscos, amplia oportunidades e fortalece a presença internacional do Brasil.
O cenário, segundo a entidade, sustenta expectativas positivas para o setor ao longo deste ano.

Fonte: Agro em Campo

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