Entidade afirma que exigências têm caráter mais político do que técnico
A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) demonstrou preocupação com a decisão da União Europeia de restringir produtos de origem animal, incluindo o mel brasileiro, mas avalia que o impacto no setor não deve ser significativo. O veto, anunciado na terça-feira (13), surpreendeu exportadores e reacendeu um histórico de tensão comercial com o bloco europeu.
Segundo o presidente da entidade, Renato Azevedo, as exigências impostas pela UE possuem mais caráter político do que técnico. Ele destaca que o Brasil é líder mundial na produção de mel orgânico, o que torna incoerente a suspeita de uso de antibióticos no produto nacional. A Abemel afirma que certificações internacionais podem comprovar a ausência de resíduos no mel exportado. Ainda assim, o cumprimento das novas regras tende a aumentar custos operacionais para o setor. O episódio remete ao primeiro embargo europeu enfrentado pela apicultura brasileira em 2006.