Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Abemel vê decisão da UE com preocupação, mas minimiza impacto no setor do mel

Setor apícola reage a novas exigências da União Europeia
Foto: Jonathan Wilkins

Entidade afirma que exigências têm caráter mais político do que técnico

A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) demonstrou preocupação com a decisão da União Europeia de restringir produtos de origem animal, incluindo o mel brasileiro, mas avalia que o impacto no setor não deve ser significativo. O veto, anunciado na terça-feira (13), surpreendeu exportadores e reacendeu um histórico de tensão comercial com o bloco europeu.

Segundo o presidente da entidade, Renato Azevedo, as exigências impostas pela UE possuem mais caráter político do que técnico. Ele destaca que o Brasil é líder mundial na produção de mel orgânico, o que torna incoerente a suspeita de uso de antibióticos no produto nacional. A Abemel afirma que certificações internacionais podem comprovar a ausência de resíduos no mel exportado. Ainda assim, o cumprimento das novas regras tende a aumentar custos operacionais para o setor. O episódio remete ao primeiro embargo europeu enfrentado pela apicultura brasileira em 2006.

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