Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Açúcar recua em Nova York com pressão cambial e menor ritmo de exportações brasileiras

Desvalorização do açúcar e do café marca abertura dos contratos em Nova York
Foto: Claudio Neves

Pressão cambial e perspectiva de oferta elevada seguem no radar dos investidores

O açúcar opera em leve baixa na bolsa de Nova York nesta segunda-feira (27), refletindo um cenário de pressão vindo do câmbio e da dinâmica das exportações brasileiras, com os contratos de julho de 2026 recuando 0,14% a US$ 14,09 a libra-peso em meio à valorização do real frente ao dólar que reduz a competitividade externa do produto e limita o ritmo dos embarques, segundo análise de mercado. O café também inicia a semana em queda, influenciado pela expectativa de uma safra recorde no Brasil, com os lotes para julho de 2026 caindo 1,41% e sendo negociados a 2,9075 centavos de dólar a libra-peso, ampliando a pressão baixista sobre o setor. O cacau acompanha o movimento negativo das commodities agrícolas, enquanto algodão e suco de laranja operam em alta, indicando um mercado ainda sem direção única.

O comportamento dos preços reflete a combinação entre fatores climáticos, oferta global e variações cambiais que afetam diretamente a formação de preços nas bolsas internacionais. No caso do açúcar, a valorização do real é apontada como elemento central para a perda de ritmo das exportações brasileiras. Já o café segue sensível às projeções de produção elevada no país, que tende a ampliar a oferta global. O mercado observa ainda ajustes técnicos após semanas de volatilidade. A demanda internacional permanece estável, mas sem força suficiente para sustentar altas consistentes. O cenário geral é de cautela entre investidores diante das incertezas macroeconômicas.

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