Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Churrasco em perigo: Anvisa identifica riscos em sal grosso e outros produtos

Agência determina recolhimento imediato de vários produtos populares

As suspensões incluem sal grosso, azeite de oliva, doce de leite, chocolate e até glitter comestível, todos com irregularidades que colocam em risco a saúde dos consumidores.

Sal grosso Marfim reprovado em teste de iodo

O Sal Marinho Grosso Iodado da marca Marfim, fabricado pela empresa M Gomes Praxedes Ltda, teve sua comercialização, distribuição e consumo suspensos. A medida vale exclusivamente para o lote 901124.

A suspensão ocorreu após o produto ser reprovado no teste de teor de iodo pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN-DF). O iodo é um mineral essencial adicionado ao sal para prevenir problemas graves de saúde, como bócio (aumento da tireoide) e complicações no desenvolvimento fetal durante a gestação.

A obrigatoriedade de adicionar iodo ao sal destinado ao consumo humano existe no Brasil desde 1953, estabelecida pela Lei 1944/1953, sancionada pelo então presidente Café Filho.

Doce de leite sem identificação adequada

O Doce de Leite em Pedaços da marca São Benedito, produzido pela JF Indústria Comércio de Doces e Laticínios Ltda, também entrou na lista de recolhimentos. O produto foi fabricado em 25 de junho de 2025 e teve comercialização, distribuição e consumo suspensos.

As irregularidades identificadas foram a falta de identificação do lote e a reprovação no teste de determinação de ácido sórbico, conservante essencial para evitar a deterioração do alimento por microrganismos.

Chocolate Laka com embalagem trocada oferece risco a celíacos

O lote CC28525493 do Chocolate Branco Laka está suspenso após falha técnica grave. A fabricante Mondelez Brasil Ltda comunicou o recolhimento voluntário ao constatar que o produto Laka Oreo foi embalado incorretamente com rótulo do Chocolate Branco Laka.

O erro faz com que os ingredientes descritos não correspondam ao produto real, resultando na ausência da declaração obrigatória de presença de glúten. Para pessoas com doença celíaca ou alergia ao glúten, a falta dessa informação representa sério risco à saúde.

Fonte: Agro em Campo

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