Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Chuvas devem beneficiar lavouras em fevereiro; veja a previsão

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que grande parte do Brasil terá temperaturas acima da média histórica, enquanto o Sul e o Centro-Oeste devem enfrentar tempo seco; veja o impacto para a soja, milho e café

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a previsão climática para o mês de fevereiro de 2026, indicando um cenário de chuvas acima da média histórica em áreas das regiões Norte e Sudeste. Em contraste, grande parte das regiões Sul e Centro-Oeste deve registrar precipitações abaixo da média para o período. Além da variação no volume de água, a previsão aponta que as temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o território nacional, com especial atenção para os estados da Região Norte e o centro do país.

Na Região Norte, os totais de chuva podem superar a média em até 50 mm em estados como Amazonas, Pará e Tocantins. Já na Região Nordeste, o cenário é misto: enquanto o norte da Bahia e o Ceará devem ter tempo mais seco, o sul do Maranhão e o oeste da Paraíba esperam chuvas acima do normal. No Sudeste, áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais devem ser beneficiadas por um volume maior de precipitação, embora o Triângulo Mineiro siga com previsão de chuva abaixo da média.

Impacto nas lavouras do Norte e Nordeste

A manutenção da umidade do solo deve favorecer o desenvolvimento das lavouras de verão no centro-sul do Amazonas e no Pará. Entretanto, o Inmet alerta que a elevação das temperaturas em áreas do Acre e Tocantins pode intensificar a evapotranspiração. Esse fenômeno aumenta o risco de estresse térmico, o que pode causar o abortamento floral e comprometer o enchimento de grãos em lavouras de sequeiro — aquelas que dependem exclusivamente da água da chuva.

No Nordeste, a combinação de pouca chuva e calor excessivo no norte da Bahia e no Ceará pode reduzir a disponibilidade hídrica no solo. Esse cenário acelera o ciclo fenológico das plantas, elevando o risco de perdas em fases críticas como a floração. Por outro lado, produtores do sul da Bahia e do norte do Piauí encontram condições mais favoráveis para o desenvolvimento de suas culturas.

Situação no Centro-Oeste e Sudeste

Para o Centro-Oeste, o Inmet prevê chuvas abaixo da média no leste de Mato Grosso e em Goiás. Associadas a temperaturas elevadas, essas condições aumentam o risco de estresse hídrico nos cultivos de primeira safra, que estão em fases de desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos. No norte de Mato Grosso, o excesso de chuva pode trazer um problema operacional: o atraso na colheita da soja e na semeadura do milho segunda safra.

No Sudeste, o regime de chuvas previsto deve beneficiar a reposição de umidade no solo em São Paulo e no sul de Minas Gerais. Essa condição é considerada positiva para a produtividade das pastagens e para as culturas perenes, como o café. No entanto, o oeste paulista e o Triângulo Mineiro podem sofrer com a limitação de água, prejudicando lavouras em estágios reprodutivos críticos.

Colheita e safra na Região Sul

Região Sul deve ter um mês de fevereiro com chuvas abaixo da média na maior parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A redução da disponibilidade de água pode afetar as lavouras implantadas mais tardiamente, especialmente em solos com baixa retenção hídrica.

Apesar do risco para o enchimento de grãos, o cenário de menor umidade traz um benefício operacional. O tempo mais seco favorece a aceleração da maturação e melhora as condições para a colheita da soja e do milho primeira safra. Segundo o Inmet, isso contribui para a qualidade final do produto e reduz o risco de perdas por excesso de umidade no campo.

Fonte: Agroband

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