Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

O Portal de Notícias do Agronegócio

Clima: saiba como funciona o Sistema Antigranizo

Com geradores de iodeto de prata, sistema pioneiro transforma pedras de gelo em gotículas antes de atingir o solo em Santa Catarina
Foto: Divulgação/Secom

Santa Catarina vai dobrar a cobertura do seu Sistema Antigranizo em 2026. O Governo do Estado planeja instalar e operacionalizar a tecnologia em mais 13 municípios, com investimento estimado em R$ 12 milhões, ampliando um programa que já funciona em 13 cidades e é considerado referência nacional no setor.

O sistema antigranizo é integrado ao sistema de monitoramento feito através de radar e imagem de satélite. Foto: Divulgação/Secom

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) por meio de convênios com prefeituras. Nos últimos anos, o programa reduziu significativamente os prejuízos causados por tempestades de granizo nas regiões produtoras do estado.

Como funciona o sistema

O Sistema Antigranizo opera com geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto em nuvens carregadas. O objetivo é interferir na formação das pedras de gelo, transformando blocos grandes em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou chegar ao chão com tamanho bastante reduzido.

“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica João Luís Rolim, meteorologista e diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa responsável pela operação do sistema.

Atualmente, 170 geradores estão em operação no estado. A tecnologia é especialmente eficaz em regiões produtoras de frutas, onde o granizo pode causar perdas expressivas em pouco tempo.

Uma história que começou com a maçã

O sistema foi implantado pela primeira vez em Santa Catarina em 1989, voltado à proteção da cultura da maçã, por iniciativa da própria cadeia produtiva do setor. Com os resultados comprovados, a tecnologia foi expandida para outras culturas, entre elas, o tomate em Caçador, e para novos municípios ao longo das décadas seguintes.

Atualmente, o programa está ativo em 13 cidades catarinenses: Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta. Em 2025, o Estado repassou R$ 2,2 milhões em convênios para a manutenção e operação do sistema nesses municípios.

Para o próximo ciclo, estão previstas a instalação e operacionalização do sistema em mais 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento inclui também a atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destaca a importância estratégica da expansão: “Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses.”

Fonte: Agro em Campo

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.