Colheita da segunda safra altera dinâmica de oferta e sustenta reajustes
A intensificação da colheita da segunda safra de feijão, com destaque para o Paraná, ampliou a oferta do produto no mercado interno e gerou pressão sobre as cotações no início da segunda quinzena de junho, em um cenário de maior disponibilidade nas principais regiões produtoras. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea, esse movimento de aumento da oferta foi determinante para ajustes iniciais nos preços, refletindo a sensibilidade do mercado às variações sazonais da produção.
Apesar dessa pressão inicial, a qualidade dos grãos se manteve como fator central na formação dos valores praticados, sobretudo nos lotes destinados ao consumo mais exigente, o que ajudou a sustentar parte das cotações. O mercado também observou a retomada da demanda por feijões de melhor padrão, contribuindo para uma recomposição parcial dos preços após o período de baixa. Esse reequilíbrio entre oferta e procura resultou em novas valorizações ao longo da última semana, tanto no feijão-carioca quanto no feijão-preto.
No noroeste de Minas Gerais, o indicador Cepea/CNA apontou o feijão-carioca de qualidade superior cotado a R$ 391,54 a saca de 60 quilos na sexta-feira, representando alta de 1,27% em relação à semana anterior. Já no sul do Paraná, o feijão-preto também apresentou elevação, sendo negociado a R$ 207,15 a saca, com avanço semanal de 1,33%. O cenário reforça que, mesmo com maior oferta disponível, o padrão de qualidade segue determinando o ritmo das negociações e sustentando a formação de preços no mercado.