Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Dia Mundial da Aquicultura destaca avanços e inovação no setor brasileiro

Com iniciativas sustentáveis, inovação tecnológica e integração entre cadeias produtivas, o Instituto de Pesca fortalece a aquicultura paulista e contribui para a “revolução azul” no Brasil.
(Foto: Instituto de Pesca/Divulgação)

No dia 30 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Aquicultura, atividade responsável pelo cultivo de peixes, crustáceos, moluscos, algas e outros organismos aquáticos de importância econômica e alimentar. A produção ocorre em ambientes controlados, o que permite maior eficiência, segurança sanitária e redução de impactos ambientais – pilares fundamentais para o crescimento sustentável do setor.

No Brasil, um dos grandes destaques nesse campo é o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, referência nacional em pesquisa científica aplicada à aquicultura. Com unidades distribuídas por todo o estado, o IP atua em projetos estratégicos que integram inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador Eduardo Ferraz, assistente técnico da coordenadoria do IP, a aquicultura desempenha hoje um papel essencial.

“A aquicultura é fundamental para a segurança alimentar, o desenvolvimento regional e a inclusão social. Para consolidar São Paulo como um dos principais polos de produção de pescado no país, precisamos de processos inovadores e sustentáveis, que impulsionem a chamada ‘revolução azul’ brasileira”.

Projetos que estão transformando o setor

• Programa Integração Piscicultura-Agricultura-Pecuária (IPAP)

Uma das iniciativas mais relevantes do Instituto, o IPAP busca soluções para o descarte adequado dos efluentes da piscicultura. O foco é desenvolver tecnologias capazes de transformar resíduos potencialmente poluentes em biofertilizantes utilizados na agricultura e na pecuária.
O programa segue os princípios da economia circular, criando sistemas de produção integrados e mais eficientes.

• Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sanidade em Piscicultura (CCD-SP)

Aprovado pela Fapesp e coordenado pelo IP, o CCD-SP trabalha na melhoria da sanidade da tilápia, espécie mais produzida no Brasil.
Entre os principais desafios enfrentados pelo setor estão doenças emergentes causadas por Francisella orientalis (FO) e pelo vírus ISKNV.

O centro desenvolve:

  • kits de diagnóstico para detecção rápida de enfermidades,
  • vacinas,
  • e programas de melhoramento genético para tornar os peixes mais resistentes.

• Programa Algicultura SP

Voltado ao cultivo sustentável de macroalgas, o programa fortalece toda a cadeia produtiva, estimulando pesquisa, inovação e organização entre produtores, indústrias e instituições reguladoras.

Entre as espécies estudadas pelo IP, destaca-se a macroalga Kappaphycus alvarezii, utilizada na fabricação de:

  • carragenana (gelatina vegetal),
  • biofertilizantes,
  • biocombustíveis,
  • bioplásticos,
  • cosméticos,
  • ração animal
  • e até insumos farmacêuticos.

Compromisso com o futuro da aquicultura

As iniciativas coordenadas pelo Instituto de Pesca reforçam a importância da aquicultura como vetor de produção sustentável, geração de renda, inovação tecnológica e desenvolvimento regional. Ao promover pesquisas de ponta e integrar diferentes setores da cadeia produtiva, o IP contribui diretamente para o crescimento responsável da atividade no Brasil.

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