Cultivar se adapta a solos pobres e melhora oferta de alimento na seca
A Embrapa e a Unipasto lançaram na Expogrande a BRS Carinás, primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens, desenvolvida para aumentar a produtividade e a sustentabilidade das pastagens no Cerrado. A nova forrageira pode atingir até 16 toneladas de matéria seca por hectare e apresenta maior proporção de folhas, o que melhora o valor nutritivo para o rebanho. Entre os diferenciais estão a adaptação a solos ácidos e de baixa fertilidade, além de maior capacidade de suporte animal e ganho de peso por área em comparação à cultivar tradicional Basilisk.
Pesquisadores destacam ainda seu uso estratégico, permitindo vedação no fim do período chuvoso para garantir alimento na estação seca. Em sistemas de integração lavoura-pecuária, a BRS Carinás não prejudica culturas como o milho e contribui para a formação de palhada e conservação do solo. Testes indicam ganho de até 12% na produtividade animal por hectare e rápida rebrota no início das chuvas. Apesar disso, a cultivar apresenta baixa resistência a cigarrinhas, exigindo manejo adequado. As sementes já estão disponíveis no mercado, com oferta inicial aos produtores brasileiros.