Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Entenda fenômeno climático que fez Campo Grande-MS registrar 4 temporais em 12 dias

Sequência de temporais em Campo Grande é resultado de padrão atmosférico do Centro-Oeste, influenciado por alta umidade da Amazônia e baixa pressão no Paraguai.
Temporais causaram estragos em Campo Grande. — Foto: Reprodução

Campo Grande registrou quatro temporais em 12 dias neste mês de novembro. O volume de chuva acumulado entre 17h de quarta-feira (12) e 17h de quinta-feira (13) chegou a 111,4 milímetros, o que corresponde a 72% da média histórica de novembro, que é de 154 milímetros, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Esse comportamento é típico do ciclo climático de Mato Grosso do Sul, onde o regime de chuvas começa no último trimestre do ano e se estende até o início do ano seguinte.

Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, o estado apresenta um padrão característico, alternando um período quente e úmido com outro seco.

“O estado tem um padrão climatológico específico, com um período chuvoso quente e úmido e outro muito seco, alternando períodos quentes e ondas de frios curtos”, explica.

O período mais seco ocorre entre junho e o início de setembro, com julho e agosto registrando os menores índices de umidade. Já dezembro e janeiro concentram as chuvas mais intensas. “Este ciclo permanece e só ocorrem mudanças nos volumes de chuvas, que podem faltar ou ficar abaixo das médias”, afirma o meteorologista.

Umidade da Amazônia e baixa pressão no Paraguai

Abrahão aponta que, no fim da primavera, as chuvas se intensificam devido ao fortalecimento do centro de baixa pressão no Paraguai e ao aumento da umidade proveniente da Amazônia.

“Quando isso ocorre, as chuvas seguem por dois a quatro dias, gerando enchentes ou inundações em um ou vários locais”, explica.

Essa configuração climática é típica do Centro-Oeste, com variações influenciadas pela Cordilheira dos Andes e pelo centro de baixa pressão no Paraguai — fenômeno que, segundo o meteorologista, não afeta diretamente os estados de Mato Grosso e Goiás.

Fonte: G1/MS

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