Região Centro-Oeste, 15 de julho de 2026

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Exportações de arroz batem recorde no primeiro semestre

Mercado externo absorve produção e fortalece cadeia orizícola
Foto: Nilson Conrad

Mercado externo reduz oferta interna e melhora remuneração ao produtor

As exportações brasileiras de arroz alcançaram recorde no primeiro semestre de 2026, com o embarque de 1,1 milhão de toneladas entre janeiro e junho, volume 83% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O desempenho das vendas externas ajudou a reduzir a pressão da oferta no mercado interno, favorecendo a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. Conforme a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), o indicador Cepea/Irga-RS registrou nesta terça-feira (14) cotação de R$ 63,30 por saca de 50 quilos, acumulando alta de 5,1% em julho e valorização de 18,4% desde o início do ano.

O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, afirmou que o forte ritmo das exportações garantiu maior liquidez aos produtores e evitou excesso de oferta no mercado doméstico. Ele também destacou que os mecanismos de apoio ao escoamento da safra contribuíram para melhorar a remuneração do produto. No primeiro semestre, a balança comercial do arroz apresentou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas.

A expectativa da Federarroz é que o Brasil encerre 2026 com cerca de 2 milhões de toneladas exportadas, consolidando um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos. Para o segundo semestre, a evolução dos preços dependerá principalmente do comportamento da safra norte-americana e da produção dos países asiáticos, influenciada pelos efeitos do fenômeno El Niño.

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