Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Fiscalização aponta irregularidade em exportação de soja no Porto de Paranaguá

Carga de 42 toneladas apresentou indícios de adulteração e deve ser destruída após investigação
Foto: MAPA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou indícios de fraude em uma carga de soja prestes a seguir para exportação pelo Porto de Paranaguá (PR). O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) constatou a irregularidade após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), em 24 de fevereiro. O órgão divulgou a informação nesta segunda-feira, 9 de março.

Foto: MAPA

A inspeção ocorreu no Pátio de Triagem do porto, etapa que verifica se o produto cumpre os padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para exportação e alimentação humana. Durante a fiscalização, técnicos encontraram divergências entre o produto transportado e as informações da nota fiscal, o que indicou possível adulteração no processo logístico. A carga, de aproximadamente 42 toneladas, apresentou composição diferente da declarada, conforme auditoria realizada pelo Mapa.

Segundo o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, o controle rigoroso das exportações é fundamental para manter a credibilidade do agronegócio brasileiro. Ele destacou que o Brasil, maior produtor e exportador de soja do mundo, depende da confiança internacional: “Fortalecer os mecanismos de fiscalização é essencial para proteger a reputação do produto nacional”, afirmou.

O Mapa é o órgão responsável pela fiscalização e classificação de produtos vegetais destinados ao mercado interno e externo, conforme estabelece a Lei nº 9.972/2000 e o Decreto nº 12.709/2024. Essas normas definem os padrões técnicos e as exigências operacionais que garantem a conformidade dos produtos agrícolas com os requisitos internacionais.

Fiscalização em etapas

No Paraná, a fiscalização do Mapa ocorre em três fases. A primeira é feita na origem, em 64 unidades registradas como armazenadoras e exportadoras, principalmente para a China. Em seguida, ocorre a checagem no Porto de Paranaguá, em cooperação com a APPA e órgãos estaduais. Somente em 2025, mais de 507 mil veículos foram inspecionados nessa etapa. A última fase acontece durante o embarque no navio, com atuação conjunta da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), responsável por emitir o certificado fitossanitário de exportação.

O superintendente federal de Agricultura no Paraná, Almir Gnoatto, reforçou que a fiscalização é vital para garantir a integridade do setor. “A atuação do Mapa assegura que os produtos comercializados e exportados atendam aos padrões de qualidade e identidade. Isso protege o produtor, o mercado e a imagem do agronegócio brasileiro, fortalecendo a confiança internacional”, destacou.

A investigação segue em andamento. O Mapa analisa os indícios de irregularidades de natureza administrativa e operacional, enquanto a Polícia Federal apura eventuais infrações penais. O Ministério acompanhará tecnicamente a destruição da soja apreendida, com destinação final em aterro sanitário.

Fonte: Agro em Campo

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