O empresário Gustavo Tubarão formalizou sua entrada no mercado de genética Nelore ao adquirir 33% da vaca Baliza 1 FIV CTJ, animal avaliado em cerca de R$ 2 milhões, durante o 2º Leilão CTJ Premium. Ele divide a propriedade com o cantor Eduardo Costa e a Nelore JG, cada um com um terço da participação.

“Foi, de fato, o maior investimento que já fiz na minha vida, entre todos os negócios e empresas que tenho, porque é algo que eu amo”, declarou Tubarão, que afirmou estudar o segmento há meses antes de fechar o negócio.
A Baliza 1 FIV CTJ acumula trajetória invicta em exposições de peso no cenário Nelore, com primeiros lugares na Expozebu, na FEMEC (Uberlândia) e na Expoinel Goiás. Pertencente à família genética Grande Euforia, uma das mais valorizadas da raça, a matriz se destaca também pela capacidade produtiva como doadora de embriões ao lado de reprodutores como Astuto, Neru e Jeru. A influência genética já aparece na geração seguinte: a filha Baby Liz FIV CTJ também acumula títulos nas pistas.
Estratégia para o campo
A compra faz parte de um projeto mais amplo de melhoramento genético que Tubarão estrutura em sua fazenda. Nascido em Cana Verde (MG) e com histórico familiar no campo, o empresário adquiriu recentemente 20 embriões de linhagens de elite. Eles devem nascer na propriedade nos próximos meses. A combinação entre os embriões e a participação na matriz acelera a formação de um plantel de alto padrão. Uma prática comum entre criadores de Nelore de elite.
“Sou nascido e criado na roça, e começar com o pé direito desse jeito, ao lado do Eduardo Costa, é uma honra muito grande”, afirmou. Ele também destacou um aspecto pessoal da escolha pelo segmento de genética em vez do gado de corte convencional. “Meu pai sempre mexeu com gado de corte. E às vezes, eu me apegava a algum bicho e, quando ia lá para mexer com ele, o animal já tinha ido para o abate, e isso mexia muito comigo. Esses não, são animais de elite. A gente só vai tirar a genética deles, então posso cultivar um afeto pelos bichos, sabendo que não vão para o abate.”
Fonte: Agro em Campo