Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Hortaliças e carnes pressionam inflação e pesam no bolso do consumidor

Alta de 1,56% nos alimentos em março reflete entressafra e custos logísticos no campo
Clima irregular prejudica a produção de legumes; carne também está mais cara Canva, 2023

O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 1,56% em março e foi o segundo maior impacto individual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (10), a inflação dos alimentos foi impulsionada pela alimentação no domicílio, que acelerou para 1,65% no período.

O movimento reflete diretamente a combinação de fatores climáticos e a entressafra de produtos essenciais, afetando o poder de compra das famílias brasileiras. O impacto de 0,33 ponto percentual (p.p.) no índice geral só ficou atrás do grupo de Transportes.

Os principais responsáveis pela pressão inflacionária foram os produtos in naturaO tomate liderou as altas com um salto de 20,31%, seguido pela cebola (17,25%) e pela batata-inglesa (12,17%).

Além dos legumes, as carnes apresentaram alta de 1,73% em março. Em Salvador (BA), a pressão foi ainda mais severa, chegando a 3,56% de aumento. A menor disponibilidade de animais prontos para o abate e os custos elevados com pastagem limitaram a oferta no mercado interno.

O leite longa vida também pesou no orçamento, com alta de 11,74%. Esse aumento é explicado pelo período de entressafra na pecuária leiteira, momento em que a produção diminui naturalmente devido às condições das pastagens.

Logística e clima encarecem produção

Para além da “porteira para dentro”, fatores externos contribuíram para o encarecimento da cesta básica. O preço do óleo diesel subiu 13,90% em março, o que elevou o custo do frete para o escoamento da produção agrícola das fazendas até os supermercados.

Somado a isso, instabilidades climáticas atingiram microrregiões produtoras, reduzindo a produtividade de legumes e hortaliças. Analistas de mercado da FGV já apontavam para uma “pressão de compensação” nos preços em 2026, após um ano de 2025 com patamares mais baixos.

Fonte: Agroband

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