Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

O Portal de Notícias do Agronegócio

Indústria de cosméticos investe em pequenos agricultores para obter matéria-prima valorizada

Frutos e sementes são coletadas e vendidas às indústrias de cosméticos e até exportadas

Na Amazônia, a união entre a sustentabilidade e a indústria de cosméticos está promovendo uma transformação significativa na vida das comunidades que dependem do extrativismo. Empresas comprometidas com práticas sustentáveis estão apoiando famílias na região, melhorando não só a economia local, mas também a preservação ambiental.

Os pequenos agricultores beneficiados testemunham mudanças profundas na rotina. Antigamente, sem a parceria com as indústrias cosméticas, a produção de açaí tinha outro calendário, com quatro meses de produção intensa seguida de um período praticamente parado, sem outros produtos para serem vendidos e, sem renda. “Ficávamos um bom tempo sem ter o que vender”, conta o agricultor Vanildo Quaresma. Com o comércio com as indústrias de cosméticos, eles viram surgir outras oportunidades, como a venda de miriti, andiroba, ucuba e murumuru, ampliando suas fontes de renda.

Ângela de Brito, outra trabalhadora local, viu seu rendimento aumentar em mais de 60% após começar a trabalhar com a extração de óleos e manteigas das sementes. Ela expressa seu orgulho e gratidão: “Assim conseguimos tirar da preservação da natureza o sustento da nossa família”, conta. “É uma riqueza que a gente tem dentro da nossa propriedade”.

Além da melhoria econômica, a indústria também trouxe progresso social e melhorias nas condições de trabalho, com capacitação e desenvolvimento de habilidades entre os trabalhadores locais. Hélder, que cresceu trabalhando na floresta com seu pai, agora atua na cooperativa e estuda engenharia mecânica para aprimorar os processos produtivos. “Tudo que a gente adiciona às microfábricas, as microindústrias, nas cooperativas, você tem um novo skill que as pessoas começam a trabalhar com uma indústria. É uma pequena indústria, mas você vai ter que ter pessoas com conhecimento elétrico, mecânico”, afirmou Hélder.

Essas mudanças não só mantêm o jovem no campo, como também garantem a continuidade das práticas sustentáveis e o fortalecimento das comunidades locais, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável na Amazônia.

Fonte: Agroband

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.