Especialistas explicam diferença genética entre A1 e A2
A indústria de laticínios no Brasil tem ampliado os investimentos no leite A2, segmento que cresce impulsionado pela promessa de maior facilidade de digestão em comparação ao leite convencional. Grandes marcas como Piracanjuba, Xandô e Italac vêm reforçando suas linhas de produtos voltadas a esse nicho, que ainda representa menos de 1% da produção nacional, mas desperta interesse do consumidor. O movimento acompanha uma tendência global de busca por alimentos funcionais e com melhor tolerância digestiva. Na prática, o leite A2 é obtido a partir de vacas com genética A2A2, que produzem exclusivamente a proteína betacaseína A2.
Segundo pesquisadores da área de bovinocultura, a diferença entre os tipos de leite está na composição da proteína caseína, que pode ser A1 ou A2. Durante a digestão, a proteína A1 pode liberar um peptídeo associado a desconfortos gastrointestinais em pessoas sensíveis, enquanto a A2 não produz esse componente. Esse fator tem sido usado como argumento pelas indústrias para ampliar a oferta do produto no mercado. Apesar disso, especialistas destacam que o consumo ainda é restrito e depende do avanço da produção genética dos rebanhos.