Entre os dias 2 e 7 de março, fiscais ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Tocantins realizaram uma operação inédita para combater a criação irregular de gado na Terra Indígena Parque do Araguaia. A ação contou com apoio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e utilizou helicópteros para acessar áreas de difícil chegada.
As equipes percorreram 36 retiros durante a operação batizada de Ilha do Bananal, que resultou na apreensão de 550 cabeças de gado. A medida atende a uma determinação do Ministério Público para retirar rebanhos criados ilegalmente em áreas protegidas na região.
Transição ecológica sob ameaça
A Ilha do Bananal, localizada entre os rios Araguaia e Javaés, no Tocantins, abriga a maior ilha fluvial do mundo, com cerca de 20 mil km². O território concentra alta diversidade biológica por representar uma importante área de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado. Além do Parque Nacional do Araguaia, a região abriga terras indígenas dos povos Javaé e Karajá.
A ocupação irregular para criação de gango provoca danos ambientais significativos. A conversão de vegetação nativa e o manejo inadequado do solo comprometem a biodiversidade local, degradam habitats, afetam os recursos hídricos e aceleram processos como erosão e perda de fertilidade do solo.
Destinação do rebanho
A legislação ambiental determina os próximos passos para o gado apreendido. Os animais poderão abastecer, por meio de doação, instituições públicas ou entidades de interesse social, conforme a regulamentação vigente.
A operação reforça o compromisso do Ibama em proteger áreas legalmente delimitadas, coibir ilícitos ambientais e preservar territórios de relevância ecológica e cultural no país.
Fonte: Agro em Campo