Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Páscoa: preço do bacalhau pressiona orçamento e impulsiona venda de carne suína

Especialista aponta versatilidade da carne suína como alternativa econômica e técnica para o almoço de feriado
Foto: Divulgação

O bacalhau mantém a tradição na mesa dos brasileiros durante a Páscoa, mas o preço elevado tem levado o consumidor a reavaliar o cardápio do feriado. Com valores que ultrapassam os R$ 400 por quilo, o pescado importado enfrenta a concorrência direta da carne suína, que surge como uma alternativa viável para equilibrar sabor, qualidade e orçamento.

Dados de levantamentos de mercado mostram uma grande variação nos preços do bacalhau no varejo brasileiro. Cortes mais acessíveis, como lascas e desfiados, partem de R$ 110 o quilo. Já postas do pescado podem chegar a R$ 239/kg. Em períodos de alta demanda, como a Páscoa, cortes nobres, como o lombo do bacalhau premium, superam facilmente os R$ 400/kg.

Em contrapartida, a carne suína apresenta preços mais estáveis e ampla oferta no mercado interno. O filé mignon suíno, um corte nobre, custa entre R$ 25 e R$ 35 o quilo, podendo atingir R$ 39,90 em pontos de venda premium. O lombo suíno mantém a faixa média entre R$ 22 e R$ 30 o quilo. A diferença de custo entre as duas proteínas pode chegar a oito vezes, dependendo do corte escolhido.

Para a chef e especialista em cortes suínos Flávia Brunelli, esse cenário altera o comportamento do consumidor. “Quando existe uma diferença de preço tão expressiva, o consumidor amplia o olhar sobre outras proteínas. A carne suína entra nesse cenário como uma opção que atende tecnicamente à proposta de um almoço de Páscoa”, afirma.

Pressão econômica

A substituição de proteínas em momentos de pressão econômica torna-se uma tendência ainda mais forte durante a Páscoa, período que concentra as compras em um curto intervalo. O consumidor busca alternativas que unam custo-benefício, rendimento e qualidade.

Flávia Brunelli é a quarta geração de uma família ligada à criação de suínos. Foto: Divulgação

“Existe uma mudança de comportamento que vai além do preço. O consumidor passa a avaliar o conjunto da experiência e entende que pode construir um prato principal completo com outras proteínas”, diz Flávia Brunelli.

Além do fator econômico, a versatilidade da carne suína amplia sua presença no cardápio da Páscoa. Cortes como lombo e filé mignon permitem desde assados tradicionais até receitas com técnicas de cocção controlada, adaptando-se a diferentes perfis de consumo e formatos de refeição.

“A carne suína permite construir um almoço de Páscoa completo, com técnica, variedade e adaptação ao orçamento, sem depender exclusivamente de uma proteína tradicional”, conclui a especialista.

Fonte: Agro em Campo

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