Região Centro-Oeste, 5 de junho de 2026

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Piscicultura brasileira bate recorde de produção de peixe

Setor cresceu 58,6% em dez anos; tilápia dispara 148,2% e consolida Brasil como potência aquícola das Américas, segundo o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026
Foto: Peixe BR

A piscicultura brasileira atingiu em 2025 um marco histórico: pela primeira vez, o país produziu mais de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados em um único ano. O resultado, divulgado nesta terça-feira (24) durante o lançamento da 10ª edição do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, da PEIXE BR, coroa uma década de expansão consistente que transformou o setor em um dos pilares do agronegócio nacional.

Em dez anos, a piscicultura brasileira cresceu 58,6%, um desempenho que poucos setores do campo conseguiram sustentar com tanta regularidade. A tilápia, principal espécie cultivada no país, foi a grande protagonista desse avanço. A produção do peixe saltou impressionantes 148,2% no mesmo período, consolidando o Brasil entre os maiores produtores mundiais da espécie e o maior das Américas.

Referência do setor, anuário chega à 10ª edição

Principal publicação estatística da cadeia produtiva de peixes de cultivo no Brasil, o Anuário 2026 reúne dados inéditos e atualizados sobre produção nacional e por estado, consumo, mercado, tendências e perspectivas estratégicas. A edição comemorativa também analisa os principais acontecimentos de 2025 e o cenário competitivo para os próximos anos.

“O resultado apresentado nesta 10ª edição demonstra a força e a maturidade da piscicultura brasileira. Mesmo diante de um ano desafiador, superamos a marca de 1 milhão de toneladas e consolidamos uma década de crescimento consistente. A piscicultura deixou de ser uma promessa para se tornar protagonista nas Américas, com ganhos expressivos em produtividade, tecnologia e competitividade”, afirmou Francisco Medeiros, presidente da PEIXE BR.

Governo e setor produtivo unidos em Brasília

O lançamento do anuário reuniu em Brasília representantes do setor público e privado. Participaram do evento Mauro Nakata, presidente do conselho de administração da PEIXE BR; Juliano Kubitza, vice-presidente da entidade. Felipe Bodens, diretor do Departamento de Águas da União e substituto do ministro de Estado da Pesca e Aquicultura. O deputado federal Luiz Nishimori, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados; e Roberto Flores, chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura.

A presença de parlamentares e representantes do governo federal sinaliza o crescente reconhecimento institucional da aquicultura como estratégia de segurança alimentar e desenvolvimento econômico para o Brasil. O país reúne condições únicas para liderar o setor globalmente. Incluindo a maior rede de água doce do planeta e clima favorável ao cultivo durante o ano inteiro.

Por que a piscicultura brasileira cresce tanto?

Especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar o avanço acelerado do setor. A adoção de tecnologias modernas de cultivo, como sistemas de bioflocos e tanques-rede de alta densidade, aumentou significativamente a produtividade por área. Ao mesmo tempo, o melhoramento genético de espécies como a tilápia e o tambaqui elevou a eficiência da conversão alimentar e reduziu o tempo de engorda.

Do lado do consumo, a demanda interna por proteína de origem aquática também cresceu. O peixe cultivado ganhou espaço nas gôndolas de supermercados e na preferência de consumidores que buscam alimentos mais saudáveis e acessíveis. Tendência que deve se intensificar nos próximos anos com o avanço da classe média e a maior conscientização sobre nutrição.

Com 1 milhão de toneladas produzidas e uma trajetória de crescimento sólida, a piscicultura brasileira encerra 2025 não apenas como recordista. Mas como setor maduro, competitivo e preparado para ocupar um papel ainda maior no abastecimento de proteína animal no Brasil e no mundo.

Fonte: Agro em Campo

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