Ritmo da colheita e postura dos vendedores explicam diferenças nos preços
Os preços do milho continuam apresentando comportamentos distintos entre as principais regiões de comercialização do país, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em algumas praças, as cotações registraram alta, impulsionadas pela retração de vendedores, que reduziram o volume ofertado à espera de preços mais atrativos. Outro fator que contribuiu para a valorização foi o início ainda lento da colheita da segunda safra em determinadas áreas, limitando a disponibilidade imediata do cereal.
Em contrapartida, nas regiões produtoras onde a colheita avançou de forma mais acelerada, o aumento da oferta pressionou os preços, resultando em recuos nas negociações. O cenário reforça a diferença de comportamento entre os mercados regionais e evidencia a influência do ritmo da safra sobre as cotações. Do lado da demanda, parte dos consumidores segue acompanhando atentamente as oportunidades de compra, enquanto outros intensificaram as negociações no início da semana passada para garantir abastecimento.
A expectativa do setor é de que o avanço da colheita da segunda safra aumente a disponibilidade de milho nas próximas semanas, trazendo maior equilíbrio ao mercado. Na sexta-feira (17), o indicador Cepea, referência para a região de Campinas (SP), fechou em R$ 64,94 por saca de 60 quilos, acumulando valorização de 2,14% no mês de julho e refletindo a dinâmica entre oferta, demanda e ritmo das atividades no campo.