Práticas como plantas de cobertura e bioinsumos mostram resultados na redução de doenças e melhoria da produtividade
Um estudo conduzido pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano), em parceria com Syngenta e PepsiCo, avaliou como a saúde biológica do solo influencia a produção de batatas. A pesquisa utilizou a metodologia BioAS, desenvolvida pela Embrapa, para medir a atividade microbiana em áreas agrícolas de Goiás, Paraná e São Paulo.
Os resultados indicaram que solos com maior atividade biológica apresentaram menor incidência de doenças e melhor qualidade dos tubérculos. A adoção de práticas regenerativas, como uso de plantas de cobertura e bioinsumos, ajudou a recuperar o equilíbrio do solo e aumentar a eficiência produtiva.
Segundo os pesquisadores, a metodologia permitiu identificar caminhos para melhorar a sanidade das lavouras e reduzir problemas causados pelo cultivo contínuo da batata. O estudo também mostrou que áreas com plantas de cobertura tiveram maior diversidade de microrganismos benéficos, aproximando-se de condições naturais.
A pesquisa aponta que a agricultura regenerativa pode ser uma ferramenta estratégica para produtores enfrentarem desafios como redução de áreas disponíveis e aumento da pressão por doenças no solo. A iniciativa já ultrapassou 2 mil hectares avaliados, ampliando o conhecimento sobre práticas sustentáveis na bataticultura.
